Um novo espaço exige uma “nova pegada” para falar de Lighting Design.

Olá caros leitores do Portal Lighting Now.

Como podem ver o Portal passou por uma enorme transformação, fruto do árduo trabalho e empenho do meu caro amigo Alexandre Rautemberg. Agora podemos contar com um espaço muito mais abrangente, que atende às demandas dos diversos usuários: de buscas por profissionais realmente qualificados aos cursos (remodelados e aprimorados), passando por colaboradores (colunistas) que irão escrever sobre assuntos e aspectos distintos dentro do universo da iluminação.

Provavelmente, para aqueles que realmente se preocupam com a qualidade dos projetos como um todo, já ficou claro que a Iluminação (ou Lighting Design) deixou de ser um “projeto complementar” há um bom tempo. Hoje, trata-se de uma disciplina independente, com diversas variantes e que exige formação específica e continuada dada a sua complexidade e constante evolução dos equipamentos, materiais e insumos utilizados nos projetos. Não se trata mais de um elemento dentro de um projeto e sim, de uma profissão autônoma, livre de amarras e, como digo sempre aos meus alunos, que atenda a seguinte provocação: “Onde existe a necessidade de luz de qualidade, ali deve estar o profissional de iluminação”. E sim, ela está em todos os lugares.

Aproveitando as diversas possibilidades dessa nova plataforma e a frase citada ao final do parágrafo anterior, unindo-as, percebi a similaridade com o assunto que tenho pesquisado nos últimos anos, mas pouco se fala aqui no Brasil: a Ergonomia da Luz (ou a Ergonomia aplicada à Iluminação). Quando aprofundamos o conhecimento sobre a Ergonomia e suas três grandes áreas de pesquisa (cognitiva, física e organizacional), percebe-se que são diversos aspectos existentes em um projeto de iluminação que ligam-se diretamente ao tema proposto e, por isso, merecem uma análise e atenção cuidadosas na hora de projetar.

Entra também, neste pacote, o aspecto sensorial da iluminação. Não pretendo adentrar às questões de ciclo circadiano pois já existem diversos pesquisadores com excelentes materiais disponibilizados gratuitamente na web sobre este tema. Opto, então, por outra pegada: a percepção dos espaços, o bem-estar, a emoção e a surpresa ante um espaço ou objeto bem iluminado. Incluindo aqui, a representação gráfica dos projetos.

Não prometo diversas postagens no mesmo mês afinal, devemos considerar dois pontos:

  1. Não tenho muito tempo disponível;
  2. As dicas e análises que apresentarei devem ser pensadas e repensadas, buscando identificar a presença ou ausência delas em seu labor profissional. Devem ser aplicadas, e isso leva tempo para compreender. Portanto, uma enxurrada de posts seguidos pouco ajudaria. Prefiro que, antes de dar prosseguimento, pensem sobre o assunto abordado.

Com isso, espero conseguir demonstrar para vocês que existem aspectos técnicos relacionados diretamente com a profissão – do conhecer ao fazer – que não fundamentais para o seu exercício garantindo a segurança e bem-estar dos usuários antes da mera estética.

Então caros leitores, esta será a “pegada” de meu espaço aqui dentro do Portal: observação minuciosa, coleta de dados, análises de dados, entendimento e respeito às necessidades dos usuários.

E, sempre tenha em mente que “(Lighting) Design não é custo, é INVESTIMENTO”! (E. Ramos).