A magia da revelação através da iluminação

Dentro das várias técnica da iluminação, é fundamental o domínio do uso do contraste entre luz e sombra. Brincar com a intensidade e posicionamento da fonte de luz é um dos exercícios básicos para os alunos que estão iniciando nesta área. O que começa, de forma tímida e muitas vezes descrente, acaba se tornando expressivo para aqueles que descobrem, neste momento, as várias formas de revelar. A empolgação é tamanha, que a sensação é de que estão enxergando pela primeira vez. Voltam a ser crianças, como se estivessem naqueles brincadeiras com lanternas, fazendo grandes descobertas. Muitos se emocionam.

De forma prática, eles vão descobrindo os conceitos para iluminar uma pessoa, um quadro, um mobiliário, um ambiente. Vão diferenciando as fontes de iluminação artificial, tanto arquitetônica e quanto cênica.

Para incentivá-los, a prática inicia através de um trailer do espetáculo “A Árvore do Esquecimento”*. Iluminado pelo Lighting Designer Ari Buccioni, ele trás para o palco luminárias pantográficas, das quais, são “controladas” pelos próprios bailarinos. No vídeo, somos hipnotizados pela  coreografia forte de um bailarino, sendo que outros aguardam para entrar em cena, ali mesmo, no fundo, invisíveis. A forma de como eles se revelam, é fantástica e surpreendente.

Vejam o trailer abaixo.

Uma forma simples e linda de entender o conceito primordial na iluminação: tudo o que é revelado através do contraste da luz e sombra.

Dedico este texto, com muita emoção, ao grande iluminador cênico, meu mestre e amigo Ari Buccioni, que nos deixou, este mês. Suas obras sempre estarão presentes nas minhas aulas. Serei sempre grata ao aprendizado que ele me passou. “Apaga-se uma luz e nasce uma nova estrela”.

*Ficha técnica do Espetáculo “A Árvore do Esquecimento”
Coreografia: Jorge Garcia
Iluminação: Ari Buccioni
Cenografia: Léo Ceolin
Figurino: João Pimenta
Música: Eder O Rocha
Espetáculo foi criado para o Balé da Cidade de São Paulo, no SESC Pinheiros.

Conceito da iluminação:
“A concepção de luz partiu de uma instalação com estruturas de pantográficas onde eram colocadas em cada uma, 03 lâmpadas PAR56, dentro de uma luminária com alça.

Essas estruturas pantográficas permitiam movimentar a luz 360°, suspender ou posicionar próximo ao solo (…)
As cenas eram gravadas. Mas toda a iluminação das pantográficas eram manipuladas pelos bailarinos”.

Ari Buccioni

 

 

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